Glossário/E-Music

After-hours – Programação de clubes que tem início normalmente às quatro, cinco da manhã e se estende até o final da manhã.

Ambient Music – Seu crescimento acontece no inícios dos anos 90, mas suas origens remetem a Brian Eno, no ano 70, com sua música minimalista. Música basicamente de texturas, sem batidas, com notas longas e etéreas e melodia lenta (quando aparece algum ritmo está desaceleradíssimo), não voltada para as pistas. Uma das característica desse estilo é, às vezes, a citação de sons do ambiente (vento, mar, barulhos caseiros, vozes…). Há o Illbient que é a versão dark, negra, sombria, da Ambient Music. O Illbient tem como local de referência Nova York e como principal expoente o dj Spooky.

Big Beat – Acelerando as batidas quebradas do hip hop e as vezes fundindo com as do funk, esse estilo pode incluir distorções de riffs de guitarras. É o som mais acessível da eletrônica e se assemelha ao rock. Em torno de 120 bpm.

BPM – Batidas por minuto, a velocidade do ritmo.

Chill In – Esquentamento. Uma reunião de clubbers, um bar, um encontro para ouvir música eletrônica antes das festas ou saída para os clubes. Pode ser na casa de amigos.

Chill Out – Relaxamento. Ambiente com música menos acelerada, um pós-agitação das pistas de dança. Pode ser na casa de amigos.

Cultura Club – Conjunto de manifestações associadas à cultura nos clubes noturno de dança (moda; djs, disco e house music, principalmente). Não faz necessariamente conexão com a cibercultura. Faz-se uma associação da Cultura Club, em suas origens, com a época Disco, nos anos 70.

Downtempo – Música desacelerada, não voltada para as pistas, mas com ritmo.

Djing – A ação ou conjunto de técnicas do dj (scratch, mixar, remixar, back-to-back, back-spin etc).

Dub – Originado das experiências dos negros da Jamaica, ainda nos anos 60, tendo a frente o produtor Lee Perry, que destaca a montagem e a técnica como fundamentais para o resultado da música. É a tecnologia definindo a estética. O Dub eletrônico utiliza timbres do Reggae, com batidas lentas, reverberadas e efeitos etéreos. O efeito delay (distorção que faz com que o som ganhe uma textura de espacialidade, de trimidensionalidade) é um elemento importante do Dub eletrônico. Pode ter vocal.

Electronica – Estilo gerado pela eletrônica, mas sem uma definição específica. Normalmente se refere a toda uma produção de um grupo que prefere não se definir por alguma vertente em particular.

Flyers – Filipetas, panfletos “voadores”, repassadas de mão em mão. A produção dos flyers representam uma atividade séria dentro da Cena da Música Eletrônica, pois repassam o conceito da festa, da rave, através da imagem, cores e programação visual.

Gabba – É o estilo mais hardcore (pesado e rápido) da eletrônica. Baseado na batida House e Techno, o Gabba chega a até mais de 200 bpm´s.

Groove – A “levada” na música, é o encontro de sons percussivos em contra-tempo (baixo, atabates, percussão, enfim), com as batidas, os beats.

House – Nascida em Chicago (EUA), em 1986, esse estilo saiu da fusão, por parte do dj Frankie Knuckles, de elementos da soul music com a disco e batidas das baterias eletrônicas. Daí, surgem sub-gêneros como o Garage (com bastante vocal gospel), e o Deep House (o sub-gênero mais elegante do House, com linhas melódicas, melancólicas e minimalistas acima das batidas), o Jazzy House (batidas com um instrumento solo – quase sempre um sax virtuoso -), dentre outros (Acid House, Disco House, Tribal Hous, French Housee). 110 a 128 bpms. Hoje fala-se em até 133 bpms. O Techouse é a sobreposição da batida techno sobre ao groove da house. 133-137 bpms.

IDM (Inteligente Dance Music) – Música cerebral. Texturas experimentais. Conceito que pode abarcar as vertententes da ambient e illbient music, em geral.

Jungle/DrumNbass – Saído dos guetos negros de Londres (1991/92) esse estilo, antes chamado de hardcore quando saído da cena hip hop, associa os baixos pontentes com batidas sincopadas. O DrumNbass, menos pesado, e menos sincopado, se associa a outras estéticas, como com o jazzy, fazemndo surgir o jazzy drum and bass. 160 bpms.

Live PA – É a performance, a apresentação ao vivo, do grupo ou do músico eletrônico em clubes, festas e raves.

Mixar – Misturar. Na técnica do dj, significa juntar as batidas de duas ou mais músicas na mesma velocidade, nas mesmas bpms, buscando uma fusão ou uma passagem de uma música com a outra.

Remixar – Reeditar uma música em novo estilo, em nova tipo de batida. Fazer nova versão.

Rave – Festas em ambientes abertos (prais, sítios, fazendas) ou em galpões sempre fora do perímetro urbano.

Techoparty - É a festa com música eletrônica em clubes e/ou em área mais urbanas da cidade, em ambientes fechados, pricipalmente.

Techno – Originado em Detroit (EUA), no início dos anos 80. Derrick May, Kevin Saunderson e Juan Atkins fazem uma fusão entre o som de Kraftwerk e batidas funks de George Clinton. O resultado é uma batidas seca, repetitiva, 4 por 4, sem vocais. O Kraftwerk é considerado um grupo Prototechno, por ser referência à produção da Techno Music. 130 a 140 bpms.

Trance – Criado na Alemanha, já é uma derivação do tecno. Texturas se sobrepõem às batidas. Som viajante. Menos groove. O Hard trance acelera as batidas para até 150 bpm e o psy trance (em torno de 138/150 bpms) aumenta as camadas de texturas e efeitos sonoros e mistura com trechos de sons étnicos indianos (Goa Trance). O trance usa a estrutura e bpm da house ou do techno.

Trip Hop – É o blues do tecno. Melodias tristes, com batidas desaceleradas, geralmente cantadas. A base é a música do hip hop (rap), só que com efeitos lisérgicos (texturas) e as vezes até de distorção. A voz, masculina ou feminina, pode ser processada por filtros e parecer mecanizada. Sua origem é Bristol (Reino Unido) em 1991. Em torno de 65 a 85 bpms.

Techno pop – Som baseado nos anos 80 e que teve como expoente o Depeche Mode e o New Order. Música com letras (início, meio, fim e refrão), numa referência à canção tradicional. É pop, com teclados que produzem muita melodia, mas a batida é bastante dançante.

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